All Rights Reserved!! *Idéias e pensamentos confusos, sem começo ou fim*: março 2006

sexta-feira, março 31, 2006

Amores que consomem...

Estava pensando e cheguei a conclusão de que sou daquelas pessoas que gosta dos amores que consomem....
De coração disparado, perna bamba e borboletas enlouquecidas na barriga.
Da ansiedade do encontro e a saudade anterior à despedida.
Me encontro nos amores tórridos, insanos, piegas, abusados...

Detesto os que vivem em banho-maria... no meio termo, que não se envolvem, nem se descabelam...
Os que temem a decepção, pensam no amanhã e não vivem o hoje...

Gosto dos amores que me levam ao céu e ao inferno na mesma velocidade...
Gosto do cheiro que não sai do corpo, do gosto que fica na boca, de suspiro na orelha...

Acho que estou vivendo isso... acho não... estou vivendo isso!!!
Adoro!!!

quarta-feira, março 29, 2006

Universo Alternativo...

Acordei bem hoje, pensando nos últimos dias...
Engraçado como a mente guarda bem os acontecimentos, os detalhes.
E tive coisas boas para lembrar.
Talvez já seja saudade, vontade de revisitar esses dias que passaram...
A verdade é que hoje acordei me lembrando de tudo...
das nossas tardes, dos nossos olhares, nossos carinhos.
E, se pudesse, gostaria de eternizar esses momentos e essa rotina de apenas alguns dias...

Bom saber que esse universo alternativo nos pertence, e a nós somente.
Lá, onde tudo é mais intenso,
onde tudo se corresponde e se completa,
onde não existem mal entendidos ou segredos.
Onde tudo vale a pena,
onde sorrisos ofuscam e lágrimas brilham,
onde o abraço é aconchegante e o beijo mais macio,
onde as mãos não se separam,
onde não existem medos,
onde o dia não tem horários...

LÁ, onde eu sou FELIZ.
E somente lá, DO SEU LADO.

terça-feira, março 28, 2006

O QUE É QUE ELE VÊ NELA? (Martha Medeiros)

E o que é que ela vê nele?
Nossos amigos se interrogam sobre nossas escolhas, e nós fazemos o mesmo em relação às escolhas deles.
O que é, caramba, que aquele Fulano tem de especial?
E qual será o encanto secreto da Beltrana?
Vou contar o que ela vê nele:
ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai,
ela vê uma serenidade rara e isso é mais importante do que o Porsche que ele não tem,
ela vê que ele se emociona com pequenos gestos e se revolta com injustiças,
ela vê uma pinta no ombro esquerdo que estranhamente ninguém repara,
ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente,
ela vê que os olhos dele franzem na hora de ler um livro e mesmo assim o teimoso não procura um oftalmologista,
ela vê que ele erra, mas quando acerta, acerta em cheio,
que ele parece um lorde numa mesa de restaurante mas é desajeitado pra se vestir,
ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões,
ela vê que ele é um sonhador incorrigível,
ela o vê chorando,
ela o vê nu,
ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros.

Agora vou contar o que ele vê nela:
ele vê, sim, que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli,
mas vê que ela tem uma coxa roliça e uma boca que sorri mais para um lado do que para o outro,
e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências do passado,
e vê que ela precisa dele e isso o faz sentir importante,
e vê que ela até hoje não aprendeu a fazer um rabo-de-cavalo decente, mas faz um cafuné que deveria ser patenteado,
e vê que ela boceja só de pensar na palavra bocejo
e que faz parecer que é sempre primavera, de tanto que gosta de flores em casa,
e ele vê que ela é tão insegura quanto ele e é humana como todos,
vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é ao seu lado que está,
e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde e não se preocupa se ele não diz que a ama de 10 em 10 minutos,
e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda.

ENTENDERAM??????
eu sim!!!!!!!!!

terça-feira, março 14, 2006

Siga...

Na vida é impossível parar.
Mesmo quando decidimos não avançar, a vida avança.
E às vezes temos mesmo a impressão que ela corre.
E nesse nosso viver, encontramos diariamente caminhos na nossa frente.
Em cada situação há sempre uma opção de estrada.
Escolhemos então a mais longa, mais curta, mais fácil, mais difícil...
somos guiados por vontades, necessidades, coração, emoções...
e na verdade nem sempre sabemos onde nos conduzirá nossa escolha.
As vezes o medo, a dúvida nos fazem refletir...
caminhos confusos aparecem na nossa frente...
e a pergunta que não quer calar: Sigo, ou não sigo?
Muitas vezes optar por seguir um determinado caminho pode implicar em deixar pra trás pessoas, coisas, fatos e histórias muito importantes da nossa vida.
E isso dói.
Mas se achamos que, lá na frente vamos encontrar algo bom pra nós, é preciso a cada dia, cada passo, seguir e assumir.
Ninguém, ninguém mesmo, pode ser responsável pelas nossas escolhas.
E mesmo quando pedimos a opinião de alguém, a escolha final será sempre nossa.
Muitas vezes sofremos porque escolhemos caminhos errados.
E sabemos que não há volta, mas sempre teremos a opção de recomeçar, dirigir nossos passos para direções diferentes.
E então uma nova escolha se dá.
Com todos os riscos possíveis.
Amar alguém não é uma escolha. Pelo menos não voluntária.
Não temos esse controle, não podemos negar sentir amor.
Mas podemos perceber o quanto isso nos afeta de todas as formas e decidir seguir com esse amor.
Ou deixa-lo partir, acreditando que no decorrer da caminhada, outras pessoas virão pra conquistar e fazer a diferença neste trajeto.
Isso também é uma escolha.
O importante é não parar.
Pois é assim que segue nossa vida...
Cabe a cada um a responsabilidade da escolha diária.
E se houver alguma hora que as lágrimas encham seus olhos e você não puder olhar para além das sombras, não se desespere, não se assuste.
Não Não perca a esperança.
Fique a postos para levantar e andar por cima da dor e do medo, fique a postos para sorrir em meio às lágrimas e a saudade.
Não perca a fé.
E tudo o que posso dizer com certeza de que não é possível errar na escolha, quando optamos por confiar nas mãos do Criador.
Que a sabedoria esteja no nosso coração para que as nossas escolhas estejam o mais perto possível daquilo que chamamos felicidade.

(Desconheço o autor)