All Rights Reserved!! *Idéias e pensamentos confusos, sem começo ou fim*

segunda-feira, junho 30, 2008

Madrugada

Bêbada de sono,
tropecei no dia que acabava sem pôr-do-sol amarelinho,
caindo de cara no chão da noite.

A sorte é que a noite é uma almofada fofa e roxa,
em que me encosto e sonho nada,
tanto porque sonhar
-assim como amar-
é pra quem tem jeito pra coisa.

sábado, junho 28, 2008

That´s the way it is...

Intensa ela se diz e explica, dando risada, que ninguém entende o que isso significa.

Intensa ela estampa em sua cara e metaforicamente incendeia a imaginação de quem vê. Pobres diabos que buscam uma tradução literal, inocentemente (ou nem tanto) tentando ver na superfície o que está na entranha.

Regra número 1: O essencial é invisível aos olhos.


Intensa é a sensação do fim do mundo, do ame-o ou deixe-o, do quero sim e quero agora.

Intensa é a ebulição de sentimentos, o sempre mais que ontem, o calor no rosto e no útero que só se sente se os detalhes forem em ouro.

Intensas são as reações que você nunca vai esperar.

Não se assuste, Intensa. Não morde.

Regra número 2: Se não aguenta, porque veio?


quarta-feira, junho 25, 2008

[... a alma guarda o que a mente tenta esquecer ...]

O fim de qualquer relacionamento ... é mais ou menos como quebrar a perna ... no começo dói pra caramba. imobiliza-se ... aos poucos e com algum apoio já dá pra começar a caminhar de novo ... devagar ... pra quê pressa? e quando menos se espera fica tudo como se nada tivesse acontecido ... rende boas histórias, boas risadas ... e já dá pra jogar novamente!











... já tô de bengala! = D

segunda-feira, junho 23, 2008

Até a ultima gota!

Eu acho que não precisa ser para sempre,
mas precisa ser até o fim.
Pois o para sempre é nada mais nada menos que um dia depois
do outro. Ou seja, é construção. Em princípio, não existe.
Mas basta que façamos a mesma escolha sucessivamente
e teremos construído o para sempre.

O sempre não é magia nem tão pouco um tempo que pré-exista.
Ele é conseqüência.
Nada mais que conseqüência de uma sucessão de dias,
vividos minuto por minuto.

Quanto ao amor,
tem gente que acredita que só é de verdade
se durar até que a morte os separe.
Outras, como o grande Vinícius de Moraes poetizou,
apostam no que seja eterno enquanto dure.

Admiro a coragem de quem vai até o fim,
de quem se entrega inteiramente ao que sente,
de quem se permite viver aquilo que seu coração pede
até que todas as chamas se apaguem.
Mais do que isso: até que as brasas esfriem
e depois de todas as tentativas,
nada mais possa ser resgatado do fogo que um dia ardeu.

Claro que não estou defendendo a constância indefinida
de atitudes desequilibradas,
exageros desnecessários ou situações destrutivas.

Mas concordo plenamente com o que está escrito
no comovente Quase, de Sarah Westphal
(muitas vezes atribuído a Luis Fernando Veríssimo):

"Para os erros há perdão;
para os fracassos, chance;
para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio
ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor
não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque,
que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar."

Porque de corações partidos
por causa de um amor vivido pela metade
as ruas estão cheias.
Assim como de almas que perambulam feito
pontos-de-interrogação,
a se questionar o que mais poderiam ter feito
para que o outro também estivesse presente,
para que não fugisse tão furtivamente,
tão covardemente, tão sordidamente.

É por isso que insisto:
muito mais do que nos preocuparmos com o para sempre,
precisamos começar a investir no até o fim,
para que o agora tenha mais significado,
para que as intenções, as palavras,
as atitudes e todos os recomeços
façam parte de uma história mais sólida,
menos prostituída,
que realmente valha a pena.

Então, questione-se:
o coração ainda acelera quando o outro se aproxima?
O peito ainda dói de saudade?
O desejo ainda grita, perturbando o silêncio da noite?
Não chegou ao fim!
Não acabou.

Sei que, em alguns casos, motivos de força maior
impedem um amor de ser vivido
e daí a separação pode ser sinal de maturidade,
mas na maioria das vezes o que afasta dois corações
é muito mais intolerância,
ilusões ou auto-defesas tolas do que algo
que realmente justifique o lamentável desfecho.

O outro não quer? Desistiu? Acovardou-se? Ok!
Por mais imbecil que seja, é um direito dele.
Esteja certo de que você fez o que estava ao seu alcance
e depois, bem, depois recolha-se e pondere:
para os amores impossíveis, tempo.

Tempo em que você terminará descobrindo
que a vida tem seu jeito misterioso
de fazer o amor acontecer,
mas que, no final das contas,
feliz mesmo é quem,
apesar de tudo,
tem coragem de ir até o fim!

(Rosana Braga)



Vivam até a última gota...
amar pela metade não é amar...
Tesão encubado e relacionamento mal resolvido
são coisas insuportáveis!
A gente perde tempo demais por medo de ir e de ficar...
Sou muito criticada por isso, mas como sempre me diz uma amiga
Ciça, você ama até a última gota!!

terça-feira, junho 17, 2008

Meu próprio tapa na cara*

"Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão" (Fernando Pessoa)

Fechando Ciclos (não sei quem é o verdadeiro autor desse texto)

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário,
perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado
os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesma que não dará mais um passo enquanto não
entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos:
seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã,
todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e
todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado,
nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos,
adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais,
amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora
e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações,
mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível,
do que está acontecendo em nosso coração...
e o desfazer-se de certas lembranças significa também
abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas,
portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo,
não espere que reconheçam seu esforço,
que descubram seu gênio,
que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa,
que mostra como você sofreu com determinada perda:
isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos,
promessas de emprego que não têm data marcada para começar,
decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo:
diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa
- nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba,
mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu própria,
antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...



* É preciso, mas é difícil... Fechar ciclos, se desamarrar de lembranças... vou tentando... estou tentado... dói um bocado viu????

segunda-feira, junho 16, 2008

Peixe fora d´agua

Dizer que "a vida é feita de fases" é um dos meus clichês prediletos. Aliás, eu assumo: adoro clichês. Acredito que eles existem porque são reflexos da verdade, uma espécie de comprovação prática de filosofias baratas.

E já que a vida é feita de fases... Eu ainda quero entender como é que o mundo e a vida funcionam. Gostaria de entender como é possível ficar triste sem motivos claros, ficar feliz à toa, ou simplesmente ser perseguida por uma certa apatia por dias a fio.

Quando era criança, um dos meus sonhos era o de ser uma sereia. Isso deve ser porque as sereias vivem no mar. E eu adoro o mar. Mas depois que cresci um pouco descobri que a vida das sereias não deve ser assim tão interessante... Afinal elas não sabem direito o que são, se são mulheres ou se são peixes.

Pois bem: você já se sentiu como um peixe fora d´água? Tem dias em que eu me sinto assim, como um peixe que está fora do seu habitat natural (q deve ser em alguma praia paradisíaca no Oceano Pacífico, talvez!). Mas tem dias que nem essa idéia é reconfortante o suficiente para me animar.

Ah, me falta inspiração. Um dia tá tudo muito bom. No outro você acorda e não gosta mais de estar onde está. Tem dias em que esse peixe fora d'água não gosta mais de balada, perdeu a paciência com algumas situações e pessoas, vê que espera demais de outras...

Tem dias em que eu gostaria muito de encontrar uma concha pra ficar quietinha, quem sabe virar pérola, ficar muito rica e me mudar pras Ihas Fiji.

Mas eu sou só um peixe fora d´água que, no final das contas, acaba voltando pro mesmo aquário de antes...

terça-feira, junho 10, 2008

Caminhos

Era quase dia quando soltei sua mão na entrada da encruzilhada,
justo essa que para mim ainda era aquela,longínqua, impossível, dolorida, metade real.


Te dei as costas, e não olhei para trás.
Para não ver você indo embora.
Para você não me ver chorando.
Para facilitar a madrugada.
E o dia que ia nascer sem você,
e o dia seguinte, e depois, e depois.


Abri a porta do prédio, a solidão sentada na portaria.
Um baralho numa mão, cigarro na outra.

Dei-lhe um tapinha nas costas, ela riu.-


Quando é que você vai me largar hein? -perguntei.
-Quando você parar de me procurar.


Sem querer, ponho tudo a perder, quando não sinto verdade
ou quando não me acreditam verdadeira.
Aí, no fundo, do poço ou da verdade,
tudo acaba sendo de propósito.


Com licença, que a solidão e eu vamos tomar uma cerveja.

Bom dia.

quarta-feira, junho 04, 2008

Medos doeM

Destilei minha indiferença por você nos arredores da selva de concreto.
Os ares passaram, as nuvens vieram, mas a chuva com medo nem caiu.
As flores, contudo, ficaram mais vivas e me falaram de seu anseio secreto: seu coração é triste, carente, solitário, e tem medo de ficar vazio.
Você me avisou, me disse que não confiasse em você.
Mas eu disse que confiava, que achava que podia você merecer.
E a verdade que cala é que seu coração é de pedra, tão frágil quanto a pétala.
As flores são belas, o inverno é quente, a chuva é doce, o vento é quietação.
Você corre em busca da felicidade aonde ela menos lhe espera.
Seu semblante é a máscara, seu amor é oculto, e seu medo é prisão.
Os medos, amor, às vezes são imperceptíveis, às vezes doem amanhã.
Mas ser escravo do medo dura para sempre.
Daqui vejo as dores desalmadas, ininterruptas.
Mas vejo você, vejo os beijos, vejo os braços e abraços.
Vejo os olhares perdidos, vejo as palavras não ditas.
Vejo também outras coisas que me são incompreensíveis...

vai entender...

segunda-feira, junho 02, 2008

Coração

- uma citação quando me falta palavras...
"Procure cometer livremente essas delícias loucas que o teu peito pede_ mas não as justifique para quem te ama, não é preciso; e para quem não te ama, não adiante. Entretanto, se o teu peito anda pedido certas coisas com as quais você não concorda, reaja e mude_ antes mesmo que ele um dia te abandone para sempre. Porém, se o teu peito anda meio amolecido e não te pede nada; se o teu peito está perdendo o brilho e a cor; se o teu peito já não te assusta_ troque de peito urgentemente. A pior coisa que existe é um coração desanimado."



- Edson Marques –

domingo, junho 01, 2008

...do inferno um paraiso.

e se eu pudesse dizer "superestimei" seria a palavra que você mais escutaria.



Nao se apaixona Ciça... não se apaixona...
... as pessoas sabem o que dizem.

eu que não soube escutar.



Paciência, recolhe os cacos e segue a vida!!!!

terça-feira, maio 20, 2008

This Hurt Will Hurt No More: It's just a Moment, This Time Will Pass

Vocês já sentiram aquela náusea, aquele enjôozinho no estômago, aquela sensação de estar descalço e não saber para aonde ir, aqueles calafrios provenientes de coração despedaçado?
Pois é, estou assim.
Mas nada que o tempo não cure - que apesar de ser clichê, é verdadeiro.
O melhor que fiz até agora foi "vomitar" tudo em algumas folhas de papel (há quanto tempo não escrevia alguma coisa à tinta), na esperança de apaziguar meus conflitos internos, e perceber que hoje "IS A BEAUTIFUL DAY", e o que me faz falta, eu não preciso.
Um primo, de quem gosto muito, vive me falando que a esperança é a arma dos tolos.
Tenho que reconhecer a sabedoria desta frase, e por isso deixei a esperança de lado.
Não mais vou esperar, nem lamentar, tampouco iludir-me ou chorar;
prefiro apenas viver, sem estas máculas dramáticas.
Drama não é para quem ama; é para quem gosta de sofrer.


P.S.: To Whom It May Concern (yeah, it's you...): .YOU have been my WILDEST HONEY.

.

Quem disse que se apaixonar é bom, estava mentindo...

Te amei todas as vezes, durante 9 meses, por 36 semanas.
Agora te amo uma vez por semana.
Meu corpo pede pelo teu e minhas mãos sentem falta das tuas.
Quero o teu beijo, teu riso, tua barba por fazer.
Depois já acho que não te quero mais.
Até que ponto isto é verdadeiro, não sei precisar.
Fato é que quero querer outro, mas não quero.
E como eu tentei não te querer!


Quem disse que se apaixonar é bom, estava mentindo... e amar dói mais ainda!

quarta-feira, maio 14, 2008

Você Bem OU I guess I thought you had the flavour

Nossa relação me fez muito bem por todo esse tempo, mas já não acho que ela esteja funcionando.
Faz mais de duas semanas desde que a gente se falou e eu teria que estar muito cega pra acreditar que tudo está bem.
E não está bem. Eu não estou bem.
E já não tenho mais estrutura pro “não sei”.
Eu não sei o que você quer de mim, ou até mesmo se você quer alguma coisa.
Já não me importei com o fato de que quando nos perguntam por nós, agimos como amigos coloridos, mas hoje isso me incomoda.
Já não tenho mais estrutura pra isso também. Não tenho.
Eu preciso de atenção e não sei se você pode ou quer me dar isso.
E poderia não ter me atingido você não me responder.
Poderia não ter ligado para o seu email não mais que seco.
Mas a questão é que liguei.
Eu não estou bem.
Não posso mais ter o “não sei”. Não posso.
Poderia ter deixado isso sumir no ar, como você pelo jeito queria.
Mas não consegui.
Preciso saber que acabou.
E de fato acabou, eu sei.
Mas não se pode fugir dos problemas.
Não é tão simples como bloqueio no msn.
Nunca cobrei nada de você (erro?), mas agora te cobro uma coisa: sinceridade.
Você me disse que ainda era criança. Eu devia ter acreditado...

segunda-feira, maio 12, 2008

:: a vida é desafio... ::

Que venha a tempestade, então.


Nunca estou realmente pronta. Mas, quando as nuvens se fecham no horizonte, já sei o que esperar. Não sou mais marinheira de primeira viagem. Os nós dos dedos estão calejados das incontáveis vezes em que quase naufraguei. Meu sangue é salgado e batizado com a água do mar.


Tragam a tempestade até aqui. Atravessarei mais uma, ainda que precise mais uma vez me desfazer de muita carga útil para aliviar o peso da embarcação. Sabendo que tudo se perderá no olho do furacão, que será abandonado (jamais esquecido) no fundo do mar. Mais fundo do que posso ir com o pouco ar que resta em meus pulmões.



A tempestade vai sumir no horizonte, atrás de mim.

Içar velas, coração. Singrar novos mares.

Estamos sozinhos nisso, mas temos o mundo todo pela frente...

quarta-feira, maio 07, 2008

Desencontros da vida

Às vezes me pergunto como é possível acontecer tantos desencontros pela vida...
E, pensando nas voltas que o mundo dá, consigo entender parcialmente esses desencontros que,
algumas vezes, acabam parando no mesmo ponto onde estávamos há tempos atrás.
O que me deixa sem saber explicar como se pode andar, andar e terminar novamente diante do mesmo ponto.
Quando se acha que está indo em frente, a fita rebobina e tudo volta (embora meus sentimentos de antes não tenham voltado).
É difícil quando sabemos que não devemos dar um passo a frente, mas também não queremos dar um passo atrás,
e nem sempre é possível ficar parado, afinal, quando se está parado nada acontece.

Ironias do destino ... Não sei se devo acreditar que o que tiver que ser será. Será ?!

Essa pode até ser uma boa alternativa para aceitar o que eu não entendo.
Enfim, na defensiva minha de cada dia uso a armadura daqueles que não querem mais cair nem se machucar.
Nada está previsto, e esse é o grande enigma... pois o próximo momento sempre é desconhecido.

sábado, maio 03, 2008

Vida... Vida... Vida...

Durante muito tempo (pra não dizer a vida toda, ate então) eu fiquei imaginando como seria a vida depois que eu crescesse. Aquela velha história da casa com varanda, jardim, cachorro e toda aquela felicidade de comercial de margarina.

Nasci, cresci, adolesci e envelheci esperando pelo momento em que tudo isso se consolidaria. Como se fosse possível a felicidade chegar embalada, toda de uma vez, na porta da minha casa.

Durante muito tempo eu me perguntei "onde foi que eu errei". Achei que o problema era comigo, depois com o mundo; depois, comigo de novo.

Caí, levantei, me machuquei, me recuperei, magoei, fui magoada.

Doeu, machucou, curou, abriu, fechou.

Os anos passaram – já faz bem mais de dez que eu usei sutiã pela primeira vez. Eu, que era louca por isso, hoje em dia sinto saudades dos tempos em que não precisava viver presa nas roupas e podia fazer topless na praia, brincando de castelinho na beira da água.

Durante muito tempo eu achei que a faculdade fosse uma espécie de ponte entre as vidas, a de gente pequena e a de gente grande. Achei que fosse um passaporte pra vida real, onde as pessoas ganham dinheiro, compram coisas, se casam e vivem felizes pra sempre.

Foi difícil entender que a felicidade não vem à cavalo e que, na maioria das vezes, vem picada em cubos; e que estes cubos surgem pra gente com intervalos muito grandes de tempo.

Mas tudo bem, as entressafras estão sendo bem aproveitadas (eu acho) e talvez por isso hoje em dia a coisa me pareça toda bem mais simples.

Pode ser que eu esteja enganada em relação a tudo, e que dias como o de hoje sejam só mais uma pecinha do imenso quebra-cabeças chamado "felicidade",

mas eu queria dizer pra você que sim, a história de luz no final do túnel nem sempre significa que um trem vai te atropelar.

Emprego, dinheiro, amor, todas essas coisas tão impossíveis, importantes e desejadas... todas elas serão nossas. Às vezes demora um pouco. Sei lá, eu acho que o segredo é saber não esperar...

Muitas coisas boas acontecem quando a gente menos espera. Não é assim???

terça-feira, abril 29, 2008

Eu amei, vc tbm amou!

Você me amou doce e calmo, simples e lento. (por mais que não saiba).

Não pode me amar com força e com raiva, com rapidez e com o atropelo como eu te amei. Não foi capaz da minha paixão, da minha renúncia, da minha dor, do meu desamparo. Não foi capaz da minha entrega, do meu abandono, da minha incrível confiança, do meu salto no escuro.

Nunca pôde pular no escuro, sem rede de segurança como eu, que pulo do alto das escadas, em todas as tinas d'água que me atraiam. Você precisa de engenheiros de segurança presentes, pára-quedas, rede, serragem, roupa especial, capacete, aprovação da Câmara dos Deputados, carta do seu congressista apoiando, promessas que serão pagas com quilômetros de velas brancas, papéis assinados, firmas reconhecidas e uma porção de "nada consta". Precisa de segurança, de aplausos, de fatos.

E eu, que com minha absurda certeza, só precisava de você e você fez eu me sentir pequena e estranhamente só. Você não pôde me amar assim. Mas eu amei você muito, muito, da forma que eu soube, da forma que eu sei. Da forma que eu posso. E sei que você uma hora me amou. Com vagar. Com alegria. Com sonho. Com "um dia quem sabe". Com espera. Com metas e focos.

Que pena que não era isso que Eu quero ou queria. Preciso ou precisava.


***

segunda-feira, abril 28, 2008

ESTAMOS COM FOME DE AMOR.

por (Arnaldo Jabor).

"Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: 'Digam o que disserem, o mal do século é a solidão' Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas.

Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos 'personal dance', incrível. E não é só isso não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvída?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão 'apenas' dormirem abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.

Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a 'sentir', só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: 'Quero um amor pra vida toda!', 'Eu sou pra casar!' até a desesperançada 'Nasci pra ser sozinho!'

Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade e cara limpa.

Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, 'pague mico', saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: 'vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida'. "

* Antes idiota que infeliz! *


Diz tudo!!!!!!!!!!

sábado, abril 26, 2008

Eu sou assim!

[é oq eu te disse, eu sou assim: partindo pra cima... fugindo de mim!]

Eu não nasci pra fazer as coisas pela metade. Definitivamente não!
Se choro, o faço até que seque tudo o que há em mim, para que não me reste nenhuma gota de tristeza.
Se sorrio, sorrio com a alma, para que meu corpo inteiro sinta a minha felicidade.
Não sei gostar, isso não faz parte de mim. Eu amo, amo mesmo, com tudo o que posso.
Porque para mim, quem gosta ama pela metade. E quem ama pela metade, não ama.
Eu nasci para ser por inteira, quem me conhece sabe que sou intensa em meus sentimentos e em minhas atitudes.
Não vou dizer que não me importo com a opinião alheia, porque muitas vezes é ela que me faz ser melhor, e me faz enxergar algumas coisas que não percebo em mim mesma.
Sei que não sou perfeita, e vejo isso todos os dias, mas a cada manhã tenho ganas de ser melhor, sempre.
Não me conformo com pouca coisa, não me apetece o quase.
Se eu quero, eu vou, eu vou e eu vou, e não há quem me faça mudar de idéia.
Luto pelas pessoas que amo, e faço o máximo por elas enquanto posso.

Sinto saudades, mas muitas vezes não sei exatamente do que, se é do que já vivi, ou do que ainda tenho por viver.
Os sonhos alimentam meu espírito e me fazem estar em uma busca permanente pelo que quero.
Sou muito exigente, talvez até demais, eu sempre quero muito. E acredito que algumas de minhas desilusões sejam criadas por mim mesma.
Mas eu não me arrependo.
Todas as lágrimas que chorei ficaram no passado e todas as vezes em que sorri ficaram na minha lembrança.
Amo minha família acima de qualquer coisa e sou abençoada por ter um anjo fazendo parte dela.
Sou o que fui e o que ainda vou ser.
E que os meus sonhos nunca tenham fim, pois se isso acontecer, estará morta uma metade de mim...

segunda-feira, abril 21, 2008

A ver navios...

Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós... (Amado Nervo)



Imagine que você está a beira mar e vê um navio partindo...

Você fica olhando enquanto ele vai se afastando e se afastando, cada vez mais longe.

Até que, finalmente, parece apenas um ponto no horizonte, lá onde o mar e o céu se encontram.

E você diz "pronto, ele se foi."

Foi aonde? Foi a um lugar que sua vista não alcança. Só isso.

Ele continua tão grande, tão bonito e tão importante como ele era quando estava perto de você.

A dimensão diminuída está só em você, não nele.

E naquele exato momento em que você está dizendo "ele se foi", há outros olhos vendo-o aproximar-se e outras vozes exclamando com júbilo: "ele está chegando!"...





[que medo de pensar assim... ]